Novecentos e Noventa e Nove – Igor nELson

Novecentos e Noventa e Nove

Seiscentos e sessenta e seis
É o número com o qual nos trespassa,
É grande a besta e sabe tudo o que se passa.
Atravessou já os abomináveis mares
De Bombaim a Mombaça.

Nesta besta armada somos todos eruditos
E para sermos marcados somos todos eleitos.
Somos dourados… Olhem que bonitos,
Aos olhos da besta somos todos perfeitos.

Por aqui, tudo está do avesso.
Por aqui, tudo tem um preço.
Já não vou cedo, comecemos do começo.
Sem medo analisemos, eu esclareço.

Procuramos o que se enaltece,
Enquanto o podre se contém.
Mas a verdade só transparece,
Aos olhos de quem convém.

É que nestas escuras ruas,
Não há mais senão interesses.
E se te dou um jasmim,
Tem calma, não stresses,
Apenas te dou o que dás a mim.

Por aqui não há terror,
Por aqui não há desgraça.
Não há sem abrigo,
Nem senhor do seu umbigo.
Mas atenta que se Deus está contigo,
Ele sabe tudo o que se passa.

A lei maior, a real, esta é certa e fatal.
Quando crias o bem, também crias o mal.
Pergunto então, onde está esse malvado.
Sinistro… nunca aparece ao teu lado.

Por respostas anseias,
Mas eu sou um Mago das ameias,
Tentando encontrar, judia, sem senão,
Uma forma de soletrar, um dia: salvação.

Lá fora faz Sol,
Por aqui chove, chove, chove.
Levantemos o lençol:
Somos novecentos e noventa e nove!

-Igor nELson

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