À conversa com Sara Sousa – Uma entrevista

P: Olá Sara. Finalmente vamos ficar a saber um pouco mais sobre a autora de muitos poemas do clube momentos. Gostaria de começar a entrevista por perguntar o que te motiva a escrever.

R: Olá, obrigada por esta entrevista! Espero que os leitores me fiquem a conhecer melhor! A escrita para mim começou por ser uma forma de libertação. Quando escrevo vou para um lugar onde o mundo lá fora deixa de existir e onde sinto que posso dizer tudo o que penso. Hoje em dia escrevo por ser uma forma de criação onde, no fim, vemos uma obra concretizada.

P: E consegues atingir um ponto em que sentes que a tua obra está concretizada e final?

R: Com alguns poemas é mais fácil ver que estão finalizados do que com outros. Por vezes é um processo rápido em que até parece rápido de mais! Mas outras vezes leva mais tempo, dependendo dos dias.

P: Tens algum tema de escrita que prefiras?

R: Normalmente não escolho um tema em especifico, simplesmente, começo com uma palavra chave e depois tudo se desenvolve. Mas gosto bastante de escrever sobre o Universo e o que ele contém, pois é algo que sempre me fascinou.

P: Interessante! E podes-me elucidar quanto ao seu processo de escrita? Ocorre tudo naturalmente na tua cabeça ou é um processo sequencial e lógico que pode ser bem definido?

R: Boa questão. Nunca pensei muito sobre como escrevo, mas como estava a dizer, normalmente ocorre-me uma palavra ou uma pequena estrofe, e começo por a desenvolver. Uma parte importante para mim é o ritmo do poema, faço a construção também com base no ritmo que ele próprio me impõe, e deixo fluir as ideias.

P: E sentes que esse ritmo se aplica também à sua vida?

R: É possível, pois tudo tem o seu ritmo e quando deixamos que ele exista na nossa vida tudo flui. Mas acima de tudo, quando trabalho num determinado projeto, eu é que me imponho a um ritmo e não o inverso, porque gosto de dar tudo o que tenho para ver algo nascer e crescer.

P: Tendo em conta que estamos a falar de poesia, qual é o teu poema preferido?

R: Bom, sem qualquer dúvida um poema de Fernando Pessoa… difícil a escolha, talvez o poema Autopsicografia in “Cancioneiro”.

 

 

P: Parece-me uma boa escolha. Finalmente, em relação ao projeto Momentos até onde achas que ele consegue ir? R: Bom, no início era apenas um espaço onde partilhávamos os nossos trabalhos, mas agora tornou-se numa comunidade onde também partilhamos trabalhos de outros autores. Penso que o Momentos terá grandes momentos pela frente e que irá crescer ainda mais.

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