3 – Somos livres para mudar?

Esta é uma pergunta sobre a qual já refleti várias vezes e a minha opinião nem sempre foi a mesma.

Acredito que somos livres para mudar. No entanto uma mudança necessita de muita energia para se manifestar. Quando vamos numa determinada direção criamos um fluxo energético nesse sentido e estamos enquadrados em todo um ambiente que nos condiciona a seguir nessa direção. Desse ambiente fazem parte factores intrínsecos a nós como os nossos pensamentos, o nossos hábitos e os nossos costumes. Estes factores são combatidos pelo nossa vontade de mudança. A estes factores somam-se os factores extrínsecos como as opiniões dos outros, a pressão dos nossos amigos, o ambiente que criamos à nossa volta, os quadros que temos na parede e todos os outros factores que  podemos pensar não controlar diretamente. Estes podem ser ultrapassados pela nossa confiança em nós próprios e na nossa persistência para efetuar a mudança.

Ao tentar-mos mudar e contrariar o fluxo energético no qual estamos envoltos, nasce o medo. O medo da mudança. O medo do desconhecido. A pressão exercida pelo ambiente que nos envolve para continuamos a ser o que sempre fomos. Este medo é o nosso maior adversário. Mas este medo é também o nosso maior aliado, porque sem o ultrapassarmos não conseguimos transpor a barreira que nos limita a ser uma melhor versão de nós próprios.

Por isso sim, eu acredito que somos livres para mudar, que podemos mudar. Mas nem todos estão em condições que os permitam mudar instantaneamente. Por vezes é necessário nos perdermos ainda mais para encontrar a força de vontade e a persistência que nos permitam enfrentar as barreiras do medo e nos reencontrar.

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